sábado, 26 de fevereiro de 2011

Escrevo para a menina que existe em mim

Escrevo aos pés cansados de caminhar, aos olhos molhados de tanto chorar, aos joelhos vacilantes de tanto cair, as mãos fracas de tanto a Cruz carregar...
Escrevo aos corações feridos, aos marcados pelas lutas, aos que desejam desistir, que não aguentam mais continuar...
Escrevo aos que perderam as forças, aos que não enxergam o caminho, aos que não sabem pra onde andar...
Escrevo aos que perderam a voz e para todos aqueles que nunca abriram a boca pra falar...
Escrevo para a menina que um dia andava nas trevas e Jesus chamou.
Escrevo para a menina que buscava tantas coisas nos lugares errados e por isso nunca encontrou.
Escrevo para a menina que ouvia falar de um Deus, mais que um dia passou a andar com Ele.
Escrevo para a menina que teve de crescer...mais que nem sabe se cresceu.
Aonde foram parar as noites estreladas com direito a subir no telhado, papel e caneta na mão?
Escrevo para a menina que todos os dias incansavelmente busca ouvir uma voz...e mesmo em meio ao silêncio, simplesmente está vivendo o tempo de calar.
Escrevo para a menina que poucos ou quase ninguém conhecem verdadeiramente...
Escrevo para a menina que prefere reservar seus sentimentos a um Deus que a conhece por dentro e fora...
Escrevo para a menina que não se junta as multidões, que prefere caminhar com poucos..mais compartilhar com estes poucos o melhor de si.
Escrevo para a menina que anseia ser como os pequeninos...para que dela saia o mais perfeito louvor.
Escrevo para a menina que prefere livros ao invés de flores...
Escrevo para a menina que se identifica com os mais pecadores e que enxerga neles o amor de Deus e por isso não se cansa de dizer que Cristo só veio por causa deles.
Escrevo para a menina que tem depositado seu maior tesouro em vasos de barro e que ora para que seu ungento se derrame aos pés do Salvador.
Escrevo para a menina que nunca chora, mais que mais sente...que mais fala, mais que pouco diz...que mais ama, mais pouco abre de si...
Escrevo para a menina que existe em mim.