sábado, 27 de março de 2010

E o que os Nardoni tem a ver com Maria Madalena, Amanda?

Não falarei de algo fácil.
Confesso que alguns recentes acontecimentos despertaram em mim um anseio por  inspiração do Alto.
Esta madrugada ao assistir aos noticiários da TV, mais especificamente sobre a condenação dos réus no caso Isabella, me deparei com uma grande tristeza no meu coração.
Não me senti feliz pela condenação deles.
Não soltei fogos como muitos fizeram, não me alegrei com a dor de famílias que foram destruídas. Não fui tomada por um sentimento de justiça a qualquer preço.
Me deparei com pessoas que poderiam matá-los assim como eles puderam matar e me questionei se elas poderiam se sentir melhores do que eles.
Nós seres humanos somos mestres em vestirmos uma capa de justiceiros, corretos e juízes.
Tenho medo isso.
Me lembrei do encontro de Maria Madalena e de Jesus.
Maria Madalena havia pecado. Multidões se reuniram para matá-la. Julgamentos, condenações. Pedras.
E Jesus, com seu típico comportamento, disse uma frase que mudou todo o cenário.
Aquele que nunca cometeu pecado, que atire a primeira pedra.
Sinto-me tomada por um sentimento de compaixão.
Jesus ama os Nardoni, assim como me ama, como ama você e como ama Isabella.
Jesus sente as mesmas dores que eles estão sentindo.
Que amor é esse que alcança assassinos, prostitutas, ladrões, mentirosos?
O amor de Jesus ainda é sobre eles.
Desejo que a história deles possa ser transformada pelo amor de Jesus.
Nao me sinto nem mais e nem menos pecadora que eles.
Sinto que tudo isso é consequência da falta de Jesus e do amor Dele nessas vidas.
A Palavra nos afirma que da mesma forma que julgarmos, seremos julgados.
Não atiremos pedras em que já está no chão.
Espero que Jesus me ensine a amar.
Com um amor que é capaz de perdoar, estender a mão, acreditar.
Jesus é o Juiz e das mãos Dele, somente Dele, deve vir a verdadeira justiça.
Ainda há chance para eles. Ainda há chance para nós.

Deus abençoe.

domingo, 7 de março de 2010

Por que você não quer mais ir a Igreja?

Estou lendo um livro que tem me inspirado muito.

O nome do livro é "Por que você não quer mais ir a Igreja?" de Wayne Jacobsen e Dave Coleman.
Talvez você assim com eu tenha se feito essa pergunta diversas vezes.
Afinal, por que eu não quero mais ir a Igreja?
Talvez porque a Igreja tenha perdido sua essência, seus fundamentos.
Talvez você sinta que não se encaixa em padrões e regras.
Talvez você diga que não consegue ser tão santo como fulano, que não tem o dom do ciclano...ou simplesmente você olhe pra você e sinta que anda doente demais, pecador demais pra estar na Igreja.
A Igreja anda cheia de gente curada, santa, restaurada.
Eis o maior erro.
Jesus não veio para os sãos, mais para os doentes. Jesus veio para os pecadores e não para os santos.
A religiosidade transformou a Igreja em um lugar onde as pessoas não querem estar.
Sentamos no banco da Igreja, damos o dízimo, ofertamos, levantamos nossas mãos como forma de adoração, mais no fundo nada mais somos do que mais um lugar ocupado na Igreja.
Nos alimentamos, mais não saciamos nossa fome. Bebemos, mais não matamos nossa sede.
Jesus trazia palavras difíceis de serem compreendidas.
A Palavra nos ensina que para aqueles que não podiam compreendê-la, Ele ensinava através de parábolas. Mais para os discípulos, não deveria ser preciso.
Por que será então que nós não compreendemos o que Cristo veio ensinar?
Jesus não habita em templos feitos por mãos humanas! Nós somos a Igreja!
Você assim como eu deve ter ouvido essas palavras inúmeras vezes, mais não compreendeu.
Ser a Igreja de Cristo é acolher dentro de você os pecadores. É lidar com todos os sentimentos que o pecado nos traz e não se sentir culpado por senti-los, mais saber que só Jesus pode transformar, curar, libertar.
Jesus quer habitar em nosso coração sujo.
Engano seu, achar que somente quando você estiver limpo, curado, santo...que Jesus vai habitar.
Ele quer sentir as suas dores, compartilhar suas fraquezas e aperfeiçoar Seu poder nelas.
Vivemos tentando ser fortes. Se soubessemos e vivessemos a Palavra que quando somos fracos é que somos fortes.
Alguns de nós culpam as instituições religiosas. Outros, culpam a Deus.
Precisamos entender que Deus quer ter um RELACIONAMENTO conosco.
E este relacionamento vai muito além de domingos, ministérios, dízimos e ofertas.
No livro de Apocalipse, no capítulo 2 encontramos uma Igreja muito comum nos dia de hoje e se parece com tantos cristãos.
A Igreja de Éfeso era uma Igreja que possuía obras diante do Senhor. Ela trabalhava e perseverava na paciência. Ela sabia ou pelo menos estava tentando saber esperar no Senhor. Ela não aceitava em seu meio qualquer tipo de apostasia, ela sabia discernir o que era de Deus e o que não era. O que era verdade e o que era mentira.
Porém, Deus tinha algo contra ela.
Ela havia deixado o primeiro amor e por consequência disto o Senhor a alertava que ela poderia perder sua Salvação.
O Senhor a alertava de que ela necessitava lembrar de onde havia caído e que precisava se arrepender.
Entendo que podemos viver toda a nossa vida na Igreja, participar de ministérios, dizimarmos, ofertarmos e ainda assim não possuímos um relacionamento real com Deus.
Não sermos filhos e não desfrutarmos desta filiação.
Quem tem ouvidos, que ouça , o que o Espírito diz a Igreja.
Desejo que estas palavras queimem o nosso coração assim como nosso coração queimou quando Jesus nos chamou.
Que o Espiríto possa fluir como um rio e não como uma piscina.
Que O Senhor possa se mover com liberdade em nossas vidas, sem lugar, dia e hora marcados.
Que aprendamos a cada dia que o Evangelho de Cristo é simples e puro e que nada tem a ver com o quão santos, sem pecados, religiosos, adoradores e doadores nós possamos ser.
Mais que o Evangelho é o Amor.
O Amor que Cristo tem por cada um de nós.
Não precisamos e nem podemos fazer algo para merecê-lo. A Cruz já basta.
Não limite sua fé e seu relacionamento com a quantidade de dias que você vai a Igreja ou com sua incansável tentativa humana de ser fiel.
Seja pobre, fraco, incapaz, limitado. Não plaqueie a Igreja de Cristo.


Seja a Igreja!